caca-rafale-dobro-preco O governo de Lula decidiu que o caça Rafale da companhia francesa Dassault é o que se encaixa em um projeto maior de defesa e por isso será escolhido para o programa F-X2, que comprará 36 aviões de combate. Para bater o martelo, é necessário ainda ajustes sobre o preço desse lote, estimado em R$ 10 bilhões, que é quase o dobro do preço estimado em concorrência semelhante realizado pelo governo Indiano.

O Palácio do Planalto decidiu ainda descartar qualquer referência favorável aos outros dois caças concorrentes — da americana Boeing e da sueca Saab — no novo relatório da FAB. Neste documento a ordem de preferência anteriormente exposta (1º Gripen NG, 2º F/18, 3º Rafale) foi retirada. O projeto de defesa deve padronizar a frota de caças do país e guarnecer um futuro porta-aviões que deve ser construído também em parceria com a França. O plano prevê a aquisição de 120 caças.

O projeto de defesa deve padronizar a frota de caças do país e guarnecer um futuro porta-aviões que deve ser construído também em parceria com a França.

Em nossa opinião…

Essa decisão unilateral da presidência, desprezando o relatório técnico da Aeronáutica, só poderia ser tomada prestando ampla satisfação à opinião pública, que é quem paga a conta. Tudo indica que o caça sueco, além de ser muito mais barato, e ter o menor custo por hora de vôo, é o que traz maior transferência de tecnologia, sendo fabricado aqui. Ficaríamos até capacitados a exportá-lo futuramente. Se existem “razões maiores de Estado” para essa estranha decisão, que elas nos sejam explicadas. Tudo indica que as razões são políticas, a compra da boa vontade da França para a obsessão da atual gestão do Itamaraty com o cargo permanente no Conselho de Segurança da ONU, sonho irrealista que está custando muito caro ao nosso país.

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