Ultimamente os compromissos vocacionais dos médicos brasileiros vem sendo questionados sem qualquer embasamento concreto, no período de 2013 a 2016 a classe médica sofreu constante agressões por meio de interesses monetários e políticos, onde os mesmo vivem em democracia racionada, corrupção e propagandas enganosas.

Nesse período de injustiça, autoridades governamentais passaram a culpa tanto de gestão e descaso com a saúde pública aos médicos, tanto pela precariedade da atenção aos paciente quanto as campanhas hospitalares, onde é comumente se ouvir que falta tudo ou quase tudo. Atribuiu-se a culpa nos médicos pela grande quantidade de litígios judiais, mas fizeram esquecer de que se um dos três poderes da Republica esta desgovernado deve-se ao fato de que os outros dois não devem estar cumprindo seus papéis.

IMG_1237A falta de leitos hospitalares, de radioterapia e quimioterapia, de tratamentos oncológicos, de insumos, de medicamentos inseridos nas cestas básicas do SUS, de medicações efetivas para os portadores de doenças raras ou negligenciadas, bem como a limitada e simbólica disponibilidade de droga eficaz para a cura da hepatite C, a inexistência de terapias imunobiológicas e de erradicação da tuberculose multirresistente são apenas alguns do exemplos das distorções ocasionadas pelo comodismo do Ministério da Saúde. A incompetência administrativa ficou evidenciada pela incapacidade de investir um montante de R$ 136,7 bi nos últimos 14 anos, os mesmo estavam disponíveis em um orçamento inadequado.

… em todo País, os resultados mostraram a Medicina no topo do ranking do quesito de confiança.

Quanto a competência e racionalidade é direito e dever ético, moral e jurídico dos médicos, zelar pela saúde humana. O Poder Público de qualquer esfera não pode se apresentar de forma diferente, sob pena de incidir, censurável omissão e/ou grave comportamento inconstitucional.

IMG_1438Apesar das difamações da categoria médica e das más condutas de alguns profissionais da área, a população ainda dá crédito a imensa maioria da classe. O povo reconhece os esforços médicos, eles veem a humildade e compaixão, e o que a memória popular se lembra é as conversas francas e humanitárias, esses fatos são embasados em uma pesquisa solicitada pelo Conselho Federal de Medicina ao Instituto Datafolha.

Na opinião popular, segundo a pesquisa que entrevistou vários segmentos da população em todo País, os resultados mostraram a Medicina no topo do ranking do quesito de confiança. Assim, o cidadão brasileiro externa sua convicção de integridade e resolubilidade do médico, em péssimas condições de trabalho, fez justiça ao seu desempenho de sua função, verdadeiro exercício da cidadania, em tempo integral e no mais elevado patamar da consciência.

Fonte: Jornal Medicina – Set/2016 CFM

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