Na década de 1920, o fisiólogo russo Ivan Petrovich Pavlov conduziu estudos relativos a produção de saliva em cães conforme eram expostos a diversos estímulos palatares. Observou que apresentando várias vezes o alimento ao cão associado a um evento (barulho, musica, luz, etc), com o decorrer do tempo, o evento sozinho produzia o estímulo a salivação, ou seja, o cão aprendeu que aquele evento traria alimento, e em resposta, mesmo sem ver o alimento, começava a salivar. Essa aprendizagem ele chamou de Reflexo Condicionado.

Inspirado no trabalho de Pavlov, o psicólogo John Broadus Watson propôs o modelo de investigação do comportamento, que é caracterizado pela resposta dada à estímulos externos, com o objetivo  prever e controlar o comportamento de todo e qualquer indivíduo. Esse trabalho de Watson  foi o percursor do movimento que ficou conhecido como Behaviorismo (Behaviorism em inglês: comportamento, conduta), e tinha como princípio que todo comportamento é sempre uma resposta a um estímulo específico.

Devido alguns comportamentos que não puderam ser explicados por Watson, outros comportamentalistas propuseram modelos complementando a proposta original, sendo o Behaviorismo Radical o mais utilizado atualmente, que foi proposto pelo psicólogo Burrhus Frederic Skinner.

Diferente do Condicionamento Respondente S-R (Estímulo-Resposta) proposto por Pavlov e Watson , Skinner propôs o Condicionamento Operante, que é obtido através do modelo S-R-S (Estímulo-Resposta-Estímulo). A partir da resposta de um estímulo, segue-se um outro estímulo, chamada estímulo reforçador, que pode ser uma recompensa, para incentivar o comportamento, ou uma punição, para inibir o comportamento. Se o reforço for na forma de recompensa, maior é a probabilidade da resposta se repetir a partir do estímulo inicial.

A eficácia do modelo foi comprovada através de vários experimentos com animais, como cães, ratos e pombos, inclusive com os da espécie Homo Sapiens. Skinner realizou experimentos com a própria filha, e foi muito criticado por isso.

Cabe notar que o behaviorismo não ignora os processos mentais (consciência), mas consideram pouco produtivo, sendo mais conveniente concentrar-se nos fatos observáveis.

Cão de Pavlov

Agora vem a questão: O que isso tem a ver com você?

Em nossa sociedade, desde muito pequenos, somos condicionados por métodos behavioristas, como a criança que comete uma travessura e é repreendida pelos pais, o esforço do aluno que é recompensado com boas notas, o funcionário que recebe a gratificação pelo empenho. Há grande influência do behaviorismo em todos os lugares, com destaque no sistema educacional, na publicidade, na administração e nos sistemas prisionais.

Somos viciados em estímulos, agimos (geralmente) somente a partir de estímulos, e respondemos de forma condicionada e nem nos damos conta disso. Não há nada de errado em responder ao estímulo de forma esperada, inclusive o behaviorismo é utilizado para coisas muito boas, como o aprendizado e a superação de traumas. A questão é que nem sempre a sua utilização tem  finalidade nobre, e podemos não ter consciência disso, e agirmos pensando que é nossa própria vontade.

Você acredita na liberdade?

Então limpe a baba do canto da boca, abra sua visão para o ambiente que lhe cerca, coloque a consciência para funcionar, para assim agir de forma verdadeiramente livre!

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