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AL aprova moção de repúdio a ministro
Apesar dos apelos dos deputados que integram a bancada do PT na Assembleia Legislativa, a base aliada do governo aprovou ontem "moção de repúdio" ao ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) devido a agressões verbais aos produtores rurais.
De autoria do deputado estadual Antônio Carlos Arroyo (PR), a moção foi aprovada com folga pelo plenário da Casa e nem o fato de Minc fazer parte do governo do presidente Lula – cuja base é formada por maioria de parlamentares petistas e peemedebistas – impediu o constrangimento.
Há dias, durante discurso, o ministro do Meio Ambiente disparou críticas contundentes dizendo que a bancada ruralista é representada pelos médios e grandes produtores vigaristas.
Arroyo usou a tribuna para convencer os colegas de que o requerimento de sua autoria deveria ser aprovado, destacando que o ministro desrespeitou os produtores.
Ao fazer uso da tribuna para encaminhar a matéria, o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), que representa os produtores rurais na Assembleia, reforçou o contra-ataque que havia feita há duas semanas, lembrando que a classe ruralista é a que mais gera empregos, que mais produz e é responsável por 1/3 do PIB (Produto Interno Bruto) do País. Portanto, não merecia tais ofensas.
"Talvez, se nós tivéssemos um presidente que ao menos divulgasse uma nota de apoio à classe que mais produz neste País, seria diferente. Agora, eu como produtor, não me senti atingido e os produtores não deveriam vestir a carapuça", sugeriu, ao lamentar a atitude do ministro.
Zé Teixeira criticou o fato de os órgãos federais, como o Ibama, não funcionarem como deveriam, lembrando que a repartição tem servido apenas para "fabricar" multas sem necessidade.
Ele também protestou quanto à falta de uma política agrícola austera, que realmente venha beneficiar o trabalhador do campo, observando que ainda assim os produtores têm conseguido elevar a produção, contribuindo, de certa forma, para colocar alimento na mesa da população.
As lamentações dos petistas Amarildo Cruz e Pedro Teruel foram em vão. Eles até que tentaram impedir tamanho constrangimento, argumentando que o ministro foi infeliz em suas colocações, mas não tinha a intenção de generalizar, ofendendo os produtores.
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